sexta-feira, 27 de maio de 2011

E agora? Enem está chegando. Estou preparado(a)?

      Cursar uma faculdade gratuita é o sonho de muitos jovens que almejam uma carreira de sucesso e realização pessoal. Uma boa nota no Enem é o ponto de partida para concretização desse sonho, e só quem está realmente preparado terá essa condição. Porém, não basta tirar uma boa nota, depende da disponibilidade de vaga no curso que escolheu. E por falar em curso, já escolheu o seu? Clique http://guiadoestudante.abril.com.br/ e se informe sobre cursos superiores, enem;  há quizzes, simulados...muito legal!!! Divirta-se!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

POR QUE NÃO LER? POR QUÊ?

     

     Com o passar dos anos e os avanços tecnológicos, as pessoas se acostumaram a procurar por informações rápidas e diretas, que muitas vezes não são as mais instrutivas.
      A internet é um bom meio de informações rápidas e diretas, que quando bem utilizado pode trazer muito conhecimento.
     Mas mesmo com as facilidades da internet, é importante lembrar que ela não deve de modo nenhum substituir os livros.
     Além de interessantes, os livros tem a função de exercitar a nossa mente através da leitura. Infelizmente ler um bom livro é um hábito que tem se perdido no passar dos anos, e a juventude de hoje tem preferido filmes,jogos, ao invés de mergulhar nas aventuras dos livros.
    Ler nos torna mais cultos e críticos, isso sem falar na capacidade única que os livros têm de nos levar a lugares que jamais conheceríamos. Já dizia Charles W. Elliot que os “livros são os mais silenciosos e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; os mais pacientes professores.”
    Em uma sociedade que valoriza eficácia e eficiência, a busca pelo conhecimento tem aumentado. O grande problema é a qualidade deste conhecimento, que tem caído consideravelmente, nos tornando mais acomodados com o mundo e o que vem sendo feito dele.
    Por mais que as escolas incentivem, ainda estamos longe de alcançar resultados significativos em relação ao interesse dos nosso jovens pela leitura. Uma solução para este problema pode ser uma maior inserção dos livros na vida das crianças por parte dos pais.
    Devemos entender que não é interessante oferecer um livro muito culto a uma criança, pois a tendência é que ela perca o interesse e pior ainda, acredite que todos os livros são “chatos” e difíceis de entender.
    Vale lembrar que a leitura é sempre bem vinda, seja ela de livros infantis, romances, ficções ou até mesmo revistas e histórias em quadrinhos. O importante é que o hábito não seja abandonado, e que o jovem possa sentir tudo aquilo que só a leitura pode proporcionar.
    Embora a leitura deva ser incentivada pelos pais, ela NUNCA deve ser obrigada ou forçada. É legal que o jovem tenha a leitura como um hobbie e não uma atividade massante, imposta.

BOA LEITURA!!!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bater na madeira

As origens da expressão utilizada por supersticiosos

Márcio Cotrim*

O costume de bater na madeira vem de tempos bem antigos. Entre os celtas, consistia em bater no tronco de uma árvore para afugentar o azar, com base no fato de que os raios caem frequentemente nas árvores, sinal de que elas seriam a morada terrestre dos deuses. A pessoa estaria mantendo contato com o deus e lhe pedindo ajuda.
Na mesma linha, os druidas batiam na madeira para espantar os maus espíritos. Já na Roma Antiga, por sua vez, batia-se na madeira da mesa das refeições, considerada sagrada, para invocar os deuses protetores tanto da família quanto do lar.
Historicamente, a árvore preferida para neutralizar o mau agouro era o carvalho, venerado por sua força, imponência e longevidade. Ele teria poderes sobrenaturais por suportar a força dos raios.
Acreditava-se que vivia no carvalho o deus dos relâmpagos. Bater nessa árvore era, portanto, um meio para afastar perigos e riscos diversos.
Mata ciliar: Importante formação vegetal para a preservação da vida e da natureza, uma cobertura nativa existente nas margens de rios, igarapés, lagos, olhos-d'água e represas, e tão necessária para sua proteção como os cílios para nossos olhos, daí o berço da expressão. Elemento fundamental de um ecossistema, a mata ciliar, em linguagem de leigo, é, por assim dizer, a franja vegetal situada na beira de toda superfície líquida natural, estática ou dinâmica. Acolhe grande variedade de seres vivos, que nela encontram abrigo e refúgio.

Criado-mudo: É aquilo que a expressão sugere: um mordomo calado. No português falado no Brasil tem esse nome, embora em alguns estados, como o Rio de Janeiro, seja mais conhecido como mesinha de cabeceira. Trata-se de uma pequena mesa que fica ao lado da cama. Pode ter gavetas e nela são colocados ou guardados diversos objetos, o que facilita o acesso das pessoas que estejam deitadas. O termo criado-mudo se deve ao fato de ele servir como auxiliador, ao acolher coisas que não se pretende carregar, tarefa antigamente cumprida por mordomos e criados entre pessoas ricas.

As onomatopeias comerciais

Como o recurso que transforma sons em palavras virou uma arma do mercado para atrair consumidores

Luiz Roberto Wagner



O quadro Kapow!: onomatopeia representada no mercado da arte

Cerca de metade dos telespectadores brasileiros vê, ouve e lê o "plim-plim" da Globo chamando-a de volta a seu programa de TV. Essa palavrinha dá-nos um som onomatopaico, imita o som de um objeto.

Onomatopeia é a figura de linguagem - também chamada "figura de som" - que se forma pela imitação de ruídos, de gritos, de barulho de máquinas, canto de animais, sons da natureza, o timbre da voz humana. Esses recursos são muito explorados em histórias em quadrinhos e até pelo comércio.
Nos supermercados, encontramos a batata palha e o biscoito de polvilho da marca "Crac". Provavelmente quem batizou esses dois produtos quis indicar que as batatinhas e os biscoitos são torrados e crocantes, pois fazem o som "crac crac" quando mordidos; as onomatopeias têm sua carga significativa na sonoridade e não no conceito.

Nos supermercados, há onomatopeias inglesas estampadas em produtos. Tic Tac, por exemplo, indica um som regular e cadenciado, como o do relógio ou do batimento cardíaco, e passa para o português como "tique-taque" ou "tiquetaque".
"Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de escrever." (Fernando Pessoa)
"Plim-plim" da Rede Globo: o som que virou sinônimo de marca
Para muitos estudiosos, as formações onomatopaicas são, em geral, de caráter universal. Há poucas semelhanças, entretanto, nos diferentes idiomas quando se traduzem graficamente essas expressões.
Kapow!
Cada língua convencionou a onomatopeia de uma maneira própria. Nas HQs brasileiras, quando um objeto cai na água, representa-se o ruído por "tchibum!" Já os norte-americanos traduzem o mesmo som como splash!. Porque inspirado em quadrinhos, Roy Lichtenstein (1923-1997) lançou as onomatopeias no rico mercado das artes, como no quadro Kapow!, versão em inglês de uma explosão. Fosse no Brasil, seria algo como "bum!".
Em português, a pessoas fazem "xixi"; os espanhóis fazem pis, o que nos leva a considerar a estreita relação do ruído com o líquido em questão.
Em nosso idioma, as onomatopeias formam só três classes de palavras: substantivos, verbos e interjeições (ver quadro abaixo).
É recurso dos mais comuns na prosa e na poesia, para produzir efeito especial e reforçar a capacidade comunicativa do texto. Tem, na poesia, grande importância estilística, pois nela se concentram melodia, harmonia e ritmo da frase. A poesia reforça os valores sonoros da onomatopeia pela aliteração (repetição de fonemas semelhantes). Daí sua sensível aproximação a essa figura de som, como neste trecho do  parnasiano Vicente de Carvalho:
Ouves acaso quando entardece
Vago murmúrio que vem do mar,
Vago murmúrio que mais parece
Voz de uma prece
Morrendo no ar?

Aqui, o conteúdo onomatopaico é criado não só pela repetição de "murmúrio", mas pela aliteração (repetição dos fonemas /v/ e /m/).
Onomatopeias provam a dinamicidade do idioma. Quer por meio de figura, quer pela imitação de sons, a língua estará sempre pronta a receber novos termos onomatopaicos.
Luiz Roberto Wagner é doutor em Letras e professor da Faculdade Interativa COC - Ribeirão Preto (SP)
As categorias
As onomatopeias assumem três classes de palavras
SubstantivoVerboInterjeição
bem-te-vicacarejarAaai!
fonfomcoaxarAh !
reco-recomiarUfa !
tico-ticomugirBah !
toque-toquepipilarPimba !
zunzumtilintarCatapimba !

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"Djavaneando" na linguagem

Djavan lança seu novo álbum e diz que todo compositor precisa dedicar à letra a mesma carpintaria que destina à melodia

Guilherme Bryan

Depois de 34 anos de carreira e 19 discos, o cantor e compositor Djavan Caetano Viana acaba de lançar o álbum "Ária", em que interpreta clássicos da música brasileira e norte-americana, como Sabes Mentir, de Othon Russo, Palco, de Gilberto Gil, e Fly Me to the Moon, de Bart Howard.

Para a crítica, suas letras abstratas e metafóricas cavaram um lugar próprio na MPB. Não lembram a entoação infantil das canções populares das primeiras décadas do século 20, nem as narrativas da reação malandra às condições sociais desiguais dos anos 30, tampouco as imagens justapostas de cocas e cocares do texto tropicalista. Sua obra marcaria uma evolução da letra de canções brasileiras, em que a aparente incoerência figurativa dificulta o entendimento imediato seja do tempo, do tema, da própria frase. Sua abstração textual tem concretude, no entanto. E é alvo de imitadores e estudos os mais diversos.

Djavan nasceu em Maceió (AL), em 27 de janeiro de 1949, e é um dos mais respeitados nomes da música brasileira. Admite que sua música não é fácil de letrar. Por isso, prefere ele mesmo criar os versos de suas canções. Diz que só consegue compor do jeito que compõe por dedicar à letra a mesma carpintaria que dispõe à melodia. E por gostar de brincar com o idioma, que é uma fonte inesgotável de variação de palavras para o mesmo significado. Busca, sempre, criar letra e música como um só verbo. Desejo e sina.

Quais as particularidades de interpretar o que os outros escreveram no álbum "Ária"?
Esse disco foi uma surpresa para mim. Em primeiro lugar, porque achava que ia ser mole fazer, porque não teria de criar doze canções novas, o que seria um trabalho gigantesco, pois também toco, canto, arranjo e produzo. Escolhi essa forma de fazer para poder ser íntegro ao máximo e mostrar a minha ideia musical sem interferências. Mas esse disco foi uma loucura, porque tive de ouvir tudo de novo, de Heitor Villa-Lobos a compositores mais recentes. Passei um ano pesquisando, porque não tinha certeza de nada. Tive grande insegurança. Enfim, esse disco tem doze canções que não são as melhores da minha vida, mas canções com as quais pude me relacionar melhor. Ao mesmo tempo, gosto de correr certo risco e, para aumentar o grau de dificuldade, trouxe uma formação instrumental improvável. Nunca imaginei que fosse ter uma banda sem bateria, mas com baixo acústico, percussão, guitarra e violão. Foi de um ineditismo incrível.

Acredita que tenha criado uma dicção própria em suas canções?
Sou um artista que se descobriu com o tempo, que tem um trabalho original, que se consegue identificar ao longe e em qualquer lugar. Quer dizer, o meu modo de cantar, compor, tocar, escrever e fazer arranjos é muito pessoal. Tenho um gosto pela musicalidade das palavras, que são seres vivos, digamos assim. Não são estáticas como as notas musicais. A palavra pode ter duas ou três conotações de acordo com a frase. E assim como faço experimentalismos musicais, também faço os linguísticos, algo que me move a vislumbrar outros caminhos.

Djavan lança novo álbum e diz que todo compositor precisa dedicar à letra a mesma carpintaria que destina à melodia


Você costuma, por exemplo, mudar as funções gramaticais das palavras em suas letras.
Em Oceano, o mar aparece para simbolizar a profundidade de um sentimento e eu o utilizei não como substantivo, mas como verbo: "Você deságua em mim e eu oceano". Quando descobri essa forma, fiquei muito feliz, porque é um achado maravilhoso.

Como estabelece a relação entre letra e música?
Já fiz de várias formas. Letra e música ao mesmo tempo. Primeiro a letra e depois a música, mas não chego a ter dez canções nesse formato. E primeiro a música e depois a letra, que é como eu passei a fazer de vinte anos para cá, o que me proporciona ter controle sobre as coisas, de modo a ficar mais à vontade para experimentar. A minha música não é fácil de letrar. Todos os letristas que passaram por ela, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Cacaso, Aldir Blanc, entre outros, fazem a ressalva de que é uma música muito subdividida e, por isso, requer uma adaptação para ser letrada. Mas é evidente que tenho um traquejo, porque faço isso há muito tempo.

Quais cuidados você toma com relação ao uso da língua ao compor?
É óbvio que já cometi erros ao longo da carreira, como todos os outros compositores cometeram, e já passei pela saia justa dos pronomes, do porquê, junto ou separado. Ao fazer uma letra, não é possível deixar de observar a sonoridade e a adequação de cada nota e de cada sílaba. Há vezes em que cometi erros, como na música Azedo e Amargo, em que coloquei "Ela é chegada em azedo e amargo", quando o formal seria "Ela é chegada a azedo e amargo". Com a melodia que eu tinha, não ia ficar bom. Mas é evidente que todo mundo quer escrever de maneira corretíssima, pois depois será julgado publicamente, e você vai aprendendo a escrever melhor ao longo do tempo. Minhas letras são muito usadas em teses de faculdades de todo o Brasil.

Suas letras por vezes parecem reunir imagens quase soltas, mas que, quando se encontram, têm forte significado. Como cria esse efeito de sentido?
Isso existe, mas não é o objetivo da minha escrita. Encontra-se em uma música ou em outra. Não tenho compromisso com algum formato específico de escrever. Quero me divertir e vislumbrar ritmo, cor, textura, beleza e conteúdo numa escrita. Do mesmo modo que experimento o tempo todo na música, experimento também na forma de escrever e procuro diversificá-la. Sinceramente, também acho que a mesma evolução que consigo na música consigo na escrita. Gosto muito das coisas que escrevo.

Seria arrogante dizer que criou uma escola e um estilo de composição?
O Brasil é um país cheio de matrizes - Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, Ivan Lins e João Bosco com Aldir Blanc, entre outros. São músicos que têm aquela pegada que é só deles. Eu suponho que faço parte desse grupo (risos). A crítica descobriu antes de mim que eu tinha um trabalho original e pessoal. É uma coisa natural, porque, quem gosta de Djavan só vai poder buscá-lo em mim. E tem gente que me tem como referência, caso do Jorge Vercilo. Há até na Alemanha uma escola que ensina só a minha música.

"Não tenho compromisso  com algum formato específico de escrever. Quero me divertir e vislumbrar ritmo, cor, textura, beleza e conteúdo numa escrita"

Quais artistas mais te influenciaram no modo de compor?
As minhas maiores influências são Luiz Gonzaga e Beatles. Luiz Gonzaga é um melodista fantástico, um letrista maravilhoso e um senhor cantor. E os Beatles me ensinaram, no momento em que estava embevecido com a complexidade da harmonização da Bossa Nova, a usar o acorde perfeito de maneira adulta e classuda. Enquanto a Bossa Nova trabalhava só com dissonância, que, por si só, traz no bojo uma complexidade e aura de sofisticação, os Beatles demonstraram que o acorde perfeito não tende apenas a dar uma atmosfera pobre às coisas.

A temática da natureza é frequente em suas canções. De onde vem o interesse?
Há quem diga que o amor é o tema central da minha composição, mas eu também utilizo a minha paixão pela natureza, que é mais instintiva, porque nasci numa cidade em que a água é o ponto de referência. Maceió é cercada por lagos, lagoas, mares e rios. Ao mesmo tempo, antes da água, a minha grande paixão é a mata. Eu tenho uma propriedade em Araras (na região serrana do Rio de Janeiro), que possui um pedaço de Mata Atlântica imenso. Se você me soltar ali às quatro horas da manhã, vou me sentir como se estivesse dentro de casa, pois sou apaixonado pela textura, construção, formato e coloração das folhas. E esse é um assunto inesgotável para canções, livros etc., que eu utilizo naturalmente.

O que mais atrai você no uso da língua portuguesa?
Eu amo trabalhar com a língua portuguesa e amo ter nascido nela, que é mágica e tem milhões de possibilidades. Ninguém, a rigor, conhece a língua 100%. Os catedráticos sempre reconheceram o fato de ela ser uma língua viva e que nos prega peças o tempo todo. Várias vezes tenho de recorrer ao dicionário para escrever uma palavra que nunca escrevi na vida, e olha que tenho muitos anos de carreira. Uma loucura. É uma língua de uma abrangência espetacular, que se aprende a cada dia. Estudei até o segundo ano científico (ensino médio) e depois saí à luta por trabalho. Mas o gosto pela língua sempre existiu, porque tenho a música como meta desde os 13 anos. Então, sempre tive um namoro com a língua. Às vezes há um sem-número de sinônimos que você pode usar para uma mesma conotação. Porém, cada maneira mais sutil tem o seu emprego definitivo. Tem muita gente que acha que basta usar um sinônimo que está dizendo a mesma coisa, mas não está. Por isso, é preciso ter atenção e sensibilidade para usar a língua portuguesa e saber que você só atinge a sua profundidade de acordo com o uso. Quanto mais se usa a língua, mais se aprende.

É possível dizer que há musicalidade no idioma?
Um verso meu que as pessoas às vezes citam quando querem determinar algo desconfortável numa letra é "Açaí, guardiã / Zum de besouro, um ímã / Branca é a tez da manhã". Eu acho esses versos maravilhosos, porque açaí é uma fruta do norte do país, que carrega nas costas as populações carentes ali existentes. É graças a ela que populações inteiras conseguem sobreviver. Por isso, eu a chamei de guardiã. Já quando você ouve o som de um besouro em algum lugar, tende a querer descobrir quem o está produzindo. Quer dizer, é um verso poético. O que tem é o seguinte: quem escreve poesia não tem nenhum dever, nem vontade de explicar, porque isso não se explica. Ou você gosta, entende e alcança ou não.

                  Admirável a dedicação de Djavan para compor música de qualidade ,contribuindo assim para a riqueza cultural do povo. Experimentem ouvir suas canções. São belas!!! Tocam a alma!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Linguagem, Língua Falada e Língua Escrita

 O que é linguagem?
É a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. 

A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação, tais como: sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica, por exemplo). Num sentido mais genérico, a Linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se.

Tipos de Linguagem
Pode ser:

Verbal: 
É aquela que faz uso das palavras para comunicar algo.
Ex:

Não Verbal:
Utiliza outros métodos de comunicação, que não são as palavras. Dentre elas estão a linguagem de sinais, as placas e sinais de trânsito, a linguagem corporal, uma figura, a expressão facial, um gesto, etc.
Ex:

Língua
É um instrumento de comunicação, sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se.  
Ex:


falantes da língua portuguesa.
A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas, as quais podem agir sobre ela. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. Por outro lado, não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. Dessa forma, cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária, originando a fala. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua, mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. 
Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira:


A família de Regina era paupérrima.Outro, no entanto, pode optar por:
A família de Regina era muito pobre.
Diferenças e semelhanças
As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. 
Além disso, essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa, para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como:


Família a paupérrima de era Regina. 
Língua Falada e Língua Escrita
Não confundir língua com escrita, pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. 

Língua falada:
Mais espontânea, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. 

Língua escrita:
É um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.

Por exemplo: No Brasil, todos falam a língua portuguesa, mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. Dentre eles, destacam-se:


Fatores regionais: 
Nota-se a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. 
Dentro de uma mesma região, também há variações no uso da língua. No estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado.


Fatores culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola.


Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos, não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.

Fatores profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e outros especialistas.


Fatores naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais, como idade e sexo. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto, daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. 


Fala
Utilização oral da língua pelo indivíduo. É um ato individual, pois cada indivíduo, para a manifestação da fala, pode escolher os elementos da língua que lhe convém, conforme seu gosto e sua necessidade, de acordo com a situação, o contexto, sua personalidade, o ambiente sociocultural em que vive, etc. 
Desse modo, dentro da unidade da língua, há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala

Cada indivíduo, além de  conhecer o que fala, conhece também o que os outros falam; é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura, embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. 

Níveis da fala
Devido ao caráter individual da fala, é possível observar alguns níveis:

Nível coloquial-popular:
É a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia, principalmente em situações informais. Esse nível da fala é mais espontâneo, ao utiizá-lo, não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua.

Nível formal-culto:  
É o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua.

Signo
O signo linguístico é um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. Ao escutar a palavra cachorro, reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. 
Essa lembrança constitui uma real imagem sonora, armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo cachorro
Quando escutamos essa palavra, logo pensamos em um animal irracional de quatro patas, com pelos, olhos, orelhas, etc. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo cachorro e também se encontra armazenado em nossa memória.
Ao empregar os signos que formam a nossa língua, devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. Desse modo, por exemplo, é possível colocar o artigo indefinido um diante do signo cachorro, formando a sequência um cachorro, o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo uma diante do signo cachorro. A sequência uma cachorro contraria uma regra de concordância da língua portuguesa, o que faz com que essa sentença seja rejeitada. 

Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos, como também o uso adequado de suas regras combinatórias.

 *Signo = significado (é o conceito, a ideia transmitida pelo signo, a parte abstrata do signo) + significante (é a imagem sonora, a forma, a parte concreta do signo, suas letras e seus fonemas)


Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais.

Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante.

Fala: uso individual da língua, aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sujeito e Predicado

Introdução


Chamamos de termos essenciais da oração aqueles que compõem a estrutura básica da oração, ou seja, que são necessários para que a oração tenha significado. São eles: sujeito e predicado.

Encontramos diversas definições do que vem a ser sujeito, tais como:
  • Sujeito é o elemento do qual se diz alguma coisa.
  • Sujeito é o ser que pratica ou recebe a ação que o verbo expressa.
Já sobre predicado podemos dizer que é aquilo que se diz sobre o sujeito.



SUJEITO


NÚCLEO DO SUJEITO


É a palavra (substantivo ou pronome) que realmente indica a função sintática que está exercendo.

Exemplo: O computador travou novamente.
                      Núcleo

A lâmpada está queimada.
    Núcleo

TIPOS DE SUJEITO


O sujeito pode ser:

DETERMINADO


O sujeito é determinado quando é facilmente apontado na oração e subdivide-se em: simples e composto.

a) SIMPLES à quando possui um único núcleo.

Exemplo: o menino quebrou a janela.
                  Núcleo

Olga aprendeu a tocar violão.
Núcleo

b) COMPOSTO  apresenta dois ou mais núcleos.

Exemplo: Do Carmo e Dirceu cambaleavam pela rua.
                         Núcleo

O Windows e o Linux disputam o mercado de informática.
            Núcleo

c) IMPLÍCITO à quando podemos identifica-lo através da desinência verbal.

Exemplo: (eu) Pintei algumas camisas.

(nós) Viajaremos para São Paulo.

INDETERMINADO


Quando não é possível determiná-lo na oração.

O sujeito indeterminado apresenta-se de duas maneiras:
  1. verbo na 3ª pessoa do plural, sem a existência de outro elemento que exija essa flexão do verbo.
  2. verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome SE.
Exemplo: Maria, falaram de você na festa.
Mandaram o pintor concluir o serviço.
Precisa-se de costureiras.

ORAÇÕES SEM SUJEITO


São orações constituídas apenas pelo predicado, pois a informação fornecida não se refere a nenhum sujeito. As principais são:
  1. verbos que exprimem fenômenos da natureza: chover, trovejar, nevar, anoitecer, amanhecer, etc.
  2. Exemplo: Choveu muito hoje pela manhã. Nevou bastante durante o inverno.
  3. o verbo haver no sentido de existir ou indicação de tempo transcorrido.
  4. Exemplo: Houve sérios problemas na rede da empresa. vários anos não viajamos juntos.
  5. verbo fazer, ser e estar indicando tempo transcorrido ou tempo que indique fenômeno da natureza.
  6. Exemplo: Faz duas semanas que não viajamos. Está muito quente hoje. Era noite quando ele chegou.
Observações:
  1. o verbo SER, impessoal, concorda com o predicativo, podendo aparecer na 3ª pessoa do plural.
  2. Exemplo: São oito horas da manhã. É uma hora da tarde.
  3. os verbos que indicam fenômenos da natureza, quando usados em sentido conotativo (figurado) deixam de ser impessoais.
  4. Exemplo: Amanheci indisposto. Choveram reclamações sobre as operadoras de telefonia.
  5. quando um pronome indefinido representa o sujeito ele deve ser classificado como determinado.
  6. Exemplo: Alguém pegou a minha borracha. Ninguém ligou hoje.

PREDICADO


O predicado é aquilo que se comenta sobre o sujeito. Para estudá-lo é necessário conhecer o verbo que forma o predicado: verbo de ação ou ligação 

VERBOS DE LIGAÇÃO


São verbos que expressam estado ou mudança de estado e ligam o sujeito ao predicativo.

Exemplo: Os alunos permaneceram na sala.
                                        VL
O computador é antigo.
                      VL

O verbo de ligação pode expressar:
  1. estado permanente: expressa o que é habitual, o que não se modifica. Verbos SER e VIVER.
  2. Exemplo: Anita é bonita.
  3. estado transitório: expressa o que é passageiro. Verbos ESTAR, ANDAR, ACHAR-SE, ENCONTRAR-SE.
  4. Exemplo: Antônio anda preocupado. A criança está doente.
  5. mudança de estado: revela transformação. Verbos FICAR, TORNAR-SE, ACABAR, CAIR, METER-SE.
  6. Exemplo: A pintura ficou bonita
  7. continuação de estado: Verbos CONTINUAR, PERMANECER.
  8. Exemplo: O computador permaneceu desligado. José continua febril.
  9. estado aparente: VERBO PARECER.
  10. Exemplo: A sobremesa parece saborosa.

TIPOS DE PREDICADO


Há três tipos de predicado: predicado nominal, predicado verbal e predicado verbo-nominal.

PREDICADO NOMINAL


Expressa o estado do sujeito. O verbo é de ligação.

Exemplo: O dia continua quente.
                           PREDICADO
Todos permaneciam apreensivos.
                  PREDICADO

Observação: o núcleo do predicado nominal é chamado predicativo do sujeito, pois atribui qualidade ou condição.

PREDICADO VERBAL


Expressa a ação praticada ou recebida pelo sujeito.

Exemplo: Os professores receberam o prêmio.
                                             PREDICADO

Observação: o núcleo do predicado verbal é o verbo, pois sua mensagem principal é a ação praticada ou recebida pelo sujeito.

Exemplo: Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho.
                                                            PREDICADO

PREDICADO VERBO-NOMINAL


Informa a ação e o estado do sujeito.

Exemplo: Nós chegamos cansados.
                         AÇÃO    ESTADO

Cândida retornou feliz da viagem.
                AÇÃO      ESTADO

Observação: o predicado verbo-nominal é constituído de dois núcleos – um verbo e um nome – porque fornece duas informações: ação e estado.

Exemplo: O comprador saiu da loja estressado.

A criança dormia tranqüila.